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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

O meu Querido Pai partiu.

Partiu no Dia do Pai para a sua viagem final, depois de uma semana de sofrimento. Dizem-me que era velhinho, que estava a sofrer muito e eu sei que é verdade. Mas a dor é tão grande. Não sei o que fazer, só sei que já não o tenho, ficou um vazio no seu lugar. Não volto a ver aqueles lindos olhos azuis, que me olhavam com tanto carinho. Já não está neste mundo a pessoa que mais amor tinha por mim.

O meu pai foi a melhor pessoa que conheci. Foi um homem honrado, justo, trabalhador. Foi um homem que deu tudo à sua família. Foi um homem digno, mesmo com tanto sofrimento, até ao último dia da sua vida. Tenho orgulho do pai que tive. Foi um exemplo de vida, foi um Senhor.

- Descanse em paz, meu querido pai. Guarde o tal lugarzinho que me prometeu junto de si. Venha buscar-me quando chegar a minha vez.

 

 

 

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publicado por Maria às 20:00

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Segunda-feira, 17 de Março de 2008

A ineficácia do INEM

Por vezes ouvimos comentários, reclamações e damos connosco a pensar que se calhar não é bem assim. Na passada terça-feira tive a prova de que é assim, ou pior  - fiquei frente a frente com o "monstro", numa situação surreal. Por volta das dezoito e trinta verifiquei que o meu pai estava a respirar com muita dificuldade e tinha febre. Quatro dias antes, a médica esteve cá em casa e receitou-lhe antibiótico para uma infecção pulmonar, mas a situação agravou-se. Liguei para o 112, várias vezes porque a chamada era desligada e finalmente falei com um senhor que depois de fazer imensas perguntas, me disse que a  ambulância viria rapidamente . Esperei uma hora e... nada. Voltei a ligar mais não sei quantas vezes e a chamada a ser desligada, até que alguém informou que ia fazer a ligação. E... aconteceu o incrível! Fiquei durante seis minutos e quinze segundos a ouvir uma avó babada com a neta, enquanto ambas  viam o Nodi e falavam do relógio do Nodi e dos amigos do Nodi. E eu à espera de socorrer o meu pai. Desliguei e voltei a ligar. Desta vez passaram a chamada a uma senhora que afirmou não ter qualquer informação do pedido anterior. A ficha tinha-se perdido, e pior, disse que acontecia muitas vezes. Finalmente às vinte  e trinta o meu pai deu entrada nas urgências do hospital de Setúbal, onde ficou internado com pneumonia. Mas esperou duas horas para ser socorrido.

Depois disto,  não acredito que o INEM funcione bem. Ninguém pensa que do outro lado da linha está uma pessoa aflita, para quem todos os minutos contam e  estas situações causam verdadeiro desespero.

Só espero que o meu querido pai estabilize e melhore depressa para voltar para o cantinho dele.

Tanto quanto me apercebo está a ser bem tratado, mas estou  muito preocupada. Rezo para que possa voltar para casa depressa. Entretanto fico lá das catorze até às vinte horas. Faço-lhe companhia e  "chateio" médicos e enfermeiras para saber como está a evoluir e que tratamentos lhe estão a fazer. Hoje, um dos médicos disse que quando for velho quer uma filha como eu. Sorri-lhe,  porque considerei um elogio.

Fico com pena de tantos velhotes que lá estão, sem que a família os visite. A velhice pode ser muito triste.

Jinhos

Dinha  

sinto-me: revoltada zangada preocupada

publicado por Maria às 21:18

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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

O que se anda a passar connosco?

Quando vou pela rua, olho os rostos das pessoas que passam e vejo olhos sombrios e tristes, rostos fechados, ombros descaídos. No trabalho, não vejo sorrisos nem faces alegres. Nas conversas com os amigos mais chegados vem o rol das queixas, das coisas más que acontecem, da vida sem sentido e finalmente a palavra maldita que espreita por todo o lado - depressão.

Onde é que anda a sonhada felicidade? A vida boa por que todos lutamos?

Provavelmente já vivi mais de metade da minha vida, tenho obrigação de ter aprendido algumas lições.

Aprendi a não criar muitas ilusões, para não ficar desiludida depois.

Aprendi que felicidade permanente não existe. Existem momentos felizes e esses estão ligados à nossa capacidade de amar e de dar. 

Também aprendi que existem muitas formas de amar e que o amor é o único motivo pelo qual vale a pena viver.

Infelizmente temos a capacidade de saber isso, mas falta-nos a capacidade de o concretizar. Então viramo-nos para dentro e não olhamos o que nos rodeia, os milagres que a todo o momento acontecem à nossa volta e nós nem reparamos. Todos os dias o Sol nasce, as flores desabrocham, a Terra continua na sua rota pelo Universo. Nós próprios somos um milagre de perfeição, mas também de contradição. Complicamos tudo.

Estou a aprender que a vida tem de ter um objectivo e nesse objectivo tem de haver amor. Não interessa se esse amor se manifesta por outra pessoa, pelas pessoas, animais, profissão, missão... seja o que for. O importante é amar.

Jinhos

Dinha

 


publicado por Maria às 21:05

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